Aprendizagem digital é o novo normal

O termo EAD rapidamente vai cair em desuso. Estar a distância não significa não estar presente, e essa foi a maior mudança que experimentamos por causa da pandemia. Estamos on-line, mas presentes e em grupo.

Se antes havia desconfiança quanto à qualidade e à validade do aprendizado até então chamado de “a distância”, rapidamente a aprendizagem digital mostrou novas formas de aprender e de interagir.

As universidades mais modernas e conceituadas do mundo já usam o conceito de Flipped Classroom (sala de aula invertida) há algum tempo. Com planos de aula estruturados, objetos de aprendizagem bem feitos e atrativos, e plataformas de webconference integradas ao LMS, a interação presencial, física ou digital, entra em momentos estratégicos quando o nível de conhecimento do grupo está alinhado. Para o aluno entrar em um curso on-line engajado ou para “quebrar o gelo”, temos as chamadas “masterclass”.

A aprendizagem digital precisa de estrutura e planejamento para oferecer uma experiência muito mais rica. Cada vez mais é fundamental olhar para a educação corporativa com a necessidade de personalização da aprendizagem dos colaboradores. Desenhar a jornada de aprendizagem da sua equipe por meio das trilhas de aprendizagem é um excelente recurso.

O “novo normal” é agora mesmo: podemos aprender a respeito de qualquer coisa, no nosso ritmo, disponibilidade de tempo e espaço físico. Temos acesso a conteúdo, profissionais, formadores de opinião e especialistas em todas as áreas de conhecimento. Durante a pandemia, uma oferta incrível de conteúdos gratuitos.

Aprender no seu ritmo significa rever um conteúdo quantas vezes você quiser, no seu lugar preferido, quando puder estar realmente presente. Quantas vezes você esteve em uma sala de aula cansado, desatento ou desconfortável? Ou naquela aula, o professor, como todo ser humano, não estava no seu melhor dia?  

Experimentar a aprendizagem digital convocou todos os envolvidos a se prepararem melhor. Estamos mais exigentes. É algo desafiador. Uma aula presencial não é mais uma sequência de slides narrados e sem interação ou um monólogo. Uma aula digital não é só um vídeo gravado.

Houve um tempo em que se cortava o acesso à internet para manter a atenção dos alunos em sala de aula. Hoje isso é um completo absurdo! O novo professor não precisa saber tudo. Em segundos uma informação nova é encontrada no Google e provoca uma nova discussão. Além disso, as aulas ficaram muito mais interessantes com o uso de aplicativos e atividades via mobile.

As plataformas digitais para estudos e interatividade precisam ter boa performance. A aprendizagem digital requer um olhar muito atento sobre a experiência do usuário, seja na plataforma, conteúdo, recursos ou na preparação do profissional.

Do ponto de vista da sustentabilidade, melhorou a vida das pessoas e do planeta. Custos com desperdício de papel, combustível, tempo e energia foram drasticamente reduzidos. Aqui vem uma discussão antiga: o livro vai acabar? Não! A presença física vai acabar? Também não!

A prática e o aprendizado presencial precisam acontecer. As experiências sensoriais de ler tocando o papel, colorir, escrever com caneta, olhar nos olhos e ouvir são humanas e sempre vão existir. Nos tornamos menos verbais, e a pandemia mostrou nossa necessidade de contato e comunicação.

A aprendizagem digital é o “novo normal”. Aproveite, experimente, compartilhe, participe!

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